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  • Foto do escritor Carlos Alberto da Silva Santos Braga

Minha antevéspera de 2023 | Carlos Braga




Minha antevéspera de 2023


Carlos Alberto da Silva Santos Braga.


Muitas coisas em minha vida só passaram a ter sentido quando tive a oportunidade de sair das páginas dos livros e realmente viver a História, seus lugares, suas personagens, seus nomes, seus povos e, sobretudo, suas ideias. Não que os livros fossem incapazes de transmitir a ideia do que se apresentava a mim como o conjunto de informações de uma civilização, particularmente aquela afeta à minha origem, que é a História de Portugal.


Acumulei e continuo a acumular grande potencial de conhecimento por meio dos livros e, de forma exponencial, tenho expandido este conhecimento pelos sentidos relativos à visão e à audição, pois, lendo e ouvindo, vejo, percebo, entendo e, por fim, compreendo que tudo quanto se produz é fruto de um diálogo muito bem-estruturado entre o passado e o presente, habilmente descrito pelos argumentos daqueles que se propõem ao diálogo.


Sabedor de que o momento histórico é fruto da capacidade de transformação das ideias e da correta compreensão delas, sei também que o acúmulo de imagens é resultado das interações sinápticas em nosso cérebro, cujo sucesso na interpretação dos fatos, atos ou eventos decorre da habilidade e manifestação da verdade, principalmente quando se juntam saberes, ofícios, prazeres e compromisso com valores e virtudes.


Creio que muitos, e agora todos, sabem que minha origem como ser é a Cidade de Bom Despacho, no Estado de Minas Gerais, Brasil, e minha origem como família é a Cidade de Braga, em Portugal, onde fixei residência por quase sete anos. Braga, como origem de família, é um toponímico do qual provêm vários outros patronímicos e toponímicos existentes em Bom Despacho, dentre eles podemos citar: Rodrigues, Oliveira, Fidélis, Silva, Couto, Coutinho, Gontijo, Sousa e Rates.


Nesta viagem na qual se aglutinam informações e imagens, percebo e compreendo aquilo que me é possível entender e, de forma responsável, busco complementar o entendimento que leva à compreensão, por meio do diálogo com mentes capazes não só de me obrigar ao questionamento, mas, sobretudo, ao dobramento perante o conjunto de elementos probatórios e configurativos de minhas indagações.


Na Cidade de Bom Despacho, minha essência de ser, curvo-me perante o Espaço Camões, não apenas pelo conteúdo que nele se construiu, mas, e principalmente, por seu preceptor e não menos mecenas que gentilmente se dispõe a dialogar, sorrir, contemplar e rememorar sobre a Cultura e a História do Povo Lusitano. Seu idealizador e gestor é Profissional circunspecto a seu estilo de vida, comprometido com a única verdade existente e avesso à retórica desconstrutiva dos valores e das virtudes.


Ler e, muitas vezes, encontrar posições antagônicas é algo normal em nossa vida, mas, quando se trata da História, principalmente daquela em que se busca a compreensão de um nome, reservo-me o direito e obrigação de, ao menos, minimizar o potencial ofensivo de um erro e, quando isso acontece, socorro-me do preceptor do Espaço Camões, que, na figura do Professor João Bosco de Castro, Militar, Historiador e Profícuo Entendedor da Língua de Camões e da produção literária deste, tenho a certeza de encontrar aquilo para o qual me preparei: culturalmente viver minha antevéspera de 2023.


Fiz isso com a sensata revisão elaborada pelo preceptor do Espaço Camões: Oficina de Saberes, Letras e Artes - ECOSLA.

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