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  • Foto do escritor Carlos Alberto da Silva Santos Braga

O liberalismo econômico atual |


O liberalismo econômico atual


Carlos Braga


Quando nos propomos a analisar o ambiente econômico atual, devemos ter em mente um conjunto de informações relevantes que caracterizam o liberalismo econômico reinante nos países e blocos econômicos.


Historicamente, o liberalismo econômico é resultado da liberdade de mercado, da igualdade de condições para acesso à terra e matéria-prima e a fraternidade na gestão do capital.


Na análise da história da economia, a partir do surgimento teórico das ideias de Adam Smith, percebamos três grandes vertentes que modelam o liberalismo econômico, sendo eles o judeu, o inglês e o francês, sendo que a única coisa comum entre ambos é o capital.


O liberalismo econômico judeu, bem como, o liberalismo econômico inglês, partem da premissa pátria, religião e família, pois em ambos há um sentido de nacionalismo e uma religião vinculante ao Estado, no caso inglês, esse modelo permitiu não só a evangelização, como também a posse de várias colônias que passaram a professar a religião de Estado.


Esse modelo foi a base do crescimento econômico das colônias inglesas e, particularmente nos Estados Unidos, prospera com a conjugação dos princípios liberais-econômicos dos povos judeus.


Há no modelo liberal judeu a preocupação com o Estado e com o sentimento de raça, ao passo que no modelo liberal inglês a preocupação é com a comunidade de nações que se subordinam à realeza como Chefe de Estado e o sentimento de raça atrelado à religião oficial do Estado, não sendo, necessariamente, um único povo.


Tanto o liberalismo econômico judeu, como o liberalismo econômico inglês, partem da premissa que a democracia é a base do crescimento e prosperidade de uma nação e o sucesso econômico decorre do esforço pessoal de cada cidadão e não apenas do esforço estatal nas políticas de distribuição de renda.


O modelo liberal econômico francês é antítese dos modelos acima, desconsidera o Estado e o povo e subjuga a vontade e o esforço de cada cidadão ao interesse universal e sem fronteiras, onde o sentimento de nacionalismo e a religião não têm lugar. Assim o é desde o final do século XVIII, a partir da Revolução Francesa, com os seus erros, desatinos e retrocessos.


Um modelo onde a única democracia possível é a social-democracia, ou seja, o comunismo do capitalismo. Não interessa como o cidadão se relaciona com o Estado, desde que o cidadão entenda que só o Estado pode melhor prover qualidade de vida. Ideologia facilmente implantada com o apoio das mídias sociais e meios de comunicação social.


Fato que demonstra o fracasso deste modelo é a recente retirada do Reino Unido do Bloco Econômico da União Europeia, em sentido contrário temos o Brasil, recentemente convertido ao liberalismo econômico francês, mais uma vez, dando um passo atrás no sentido de suportar um bloco econômico totalmente desequilibrado e falido.


Aquilo que no século XVIII foi utilizado como argumento de igualdade, liberdade e fraternidade está conduzindo o mundo à guerra e em consequência um novo desastre. O que releva, em parte, a falta de esperança é a certeza de que sempre será eleito um país para ser a horta e o pomar do mundo e face à atual população mundial, queremos crer que a esperança ainda é verde e amarela.


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