“Casa do Brigadeiro Feliciano Antônio Falcão”

ACADEMIA MARANHENSE DE CIÊNCIAS, LETRAS

E ARTES MILITARES

DISCURSO DE SAUDAÇÃO DO ACADÊMICO RAIMUNDO DE JESUS SILVA AO ACADÊMICO PROFESSOR FRANCISCO MARIALVA MONT’ALVERNE FROTA, POR OCASIÃO DE SUA POSSE NA AMCLAM, EM 30 DE AGOSTO DE 2018

Senhor Presidente da AMCLAM! Senhores Confrades! Senhoras e Senhores aqui presentes. Boa Noite! Ontem e hoje, tem sido por intermédio do mundo da cultura, no aprendizado e no aprimoramento dos diversos conhecimentos existentes no orbe, seja nas ciências exatas, humanas, sociais, da saúde e outras, que o homem tem alcançado patamares desenvolvimentistas capazes de proporcionar o bem-estar social e melhoria da qualidade de vida para toda a humanidade. De então, penso eu, que nesse contexto, as instituições acadêmicas têm sido indubitavelmente grandes difusoras e receptáculos dos conhecimentos, desde remotas eras, quando o mítico Platão, fundou a primaz Academia em Atenas, na antiga Grécia, no ano 387 a. C., que preconizava o desejo de “educar os jovens de maneira oposta à sofística, preparando-os para a união entre o poder político e a ciência, no engrandecimento do homem”.

Destarte, é por tal razão que este sodalício hoje aqui reunido, engalana-se para a posse de dois novéis Acadêmicos. Em bom tempo, a convite, coube à minha pessoa, com muita honra, saudar e dar as boas vindas ao preclaro Acadêmico Professor Francisco Marialva Mont’Alverne Frota, proeminente profissional que se alteia entre aqueles que o circundam, e que vem legar à Academia Maranhense de Ciências, Letras e Artes Militares, o prestígio e o mérito a que seu nome alude, bem como a relevância dos seus conhecimentos, engrandecendo ainda mais à nossa instituição. Assim, há de se fortalecer os laços de convivência cultural e fraternal, entre os militares estaduais e outras correntes formadoras da nossa sociedade literária, científica e cultural na faina incessante de espargir o conhecimento àqueles ávidos do saber e da cultura.

O novel Acadêmico, Professor Marialva Mont’Alverne, como assim o conhecemos e o tratamos no dia-a-dia, nasceu na bela e aprazível cidade de Sobral, no Estado do Ceará; filho de José Mendes Frota e Maria do Carmo Mont’Alverne Frota. Em sua cidade natal estudou, sucessivamente, no Educandário São José, no Seminário Diocesano São José e no Colégio Sobralense. Transferindo-se para Fortaleza, ingressou na Faculdade de Direito da Universidade Federal do Ceará, pela qual se bacharelou em 1966 e concluiu curso de pós-graduação em 1968. Desde cedo manifestou o pendor pela docência, tanto é que no Ceará exerceu as funções de professor titular da Faculdade de Ciências Contábeis e da Faculdade de Engenharia Operacional, ambas da Universidade Estadual do Vale do Acaraú, sediada em Sobral. Também foi procurador da Companhia Docas do Ceará, no período de 1969 a 1971.

Conquanto, indubitavelmente, o alvorecer de uma cintilante carreira profissional, que o levaria no porvir ao se mudar para o Estado do Maranhão, precisamente à nossa hospitaleira cidade de São Luís, e em 1974, ano em que foi instituída a Codomar – Companhia Docas do Maranhão, locupletou os quadros funcionais daquela empresa. Eis que se tornou procurador por um bom período, ali se aposentando em 1997. Não tardou, o Professor Marialva Mont’Alverne foi admitido pela Universidade Estadual do Maranhão-UEMA, para se tornar docente de Direito Administrativo. Foi membro fundador da seção maranhense do Instituto Brasileiro de 2 Direito Processual Civil (1977) e do Instituto dos Advogados do Maranhão (1980); sócio do Instituto Brasileiro de Direito Constitucional (eleito em 15.10.1980); integrou, em quatro biênios sucessivos (1981-1988), o Conselho da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção do Maranhão. Também pertenceu ao Conselho Estadual de Cultura do Maranhão, de 1982 a 1991. Representante da Academia Maranhense de Letras no Conselho Universitário da Universidade Federal do Maranhão – UFMA.

Foi diretor do Curso de Administração e diretor do Curso de Formação de Oficiais da Polícia Militar, da Universidade Estadual do Maranhão – UEMA. Pertenceu ao Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão, ali ocupando a Cadeira n° 48, patroneada por Sotero dos Reis.

É detentor das seguintes honrarias: Medalha Comemorativa do Primeiro Centenário de Instituto Histórico, Geográfico e Antropológico do Ceará, Fortaleza/CE (1987); Medalha do Mérito Timbira, do Governo do Estado do Maranhão, São Luís/MA (1987); Medalha do Mérito João Lisboa, do Conselho Estadual de Cultura do Maranhão, São Luís/MA (1990); Diploma de Honra do Mérito conferido pela Companhia Docas do Maranhão (1993); Medalha Amigo da Marinha, concedida pelo 4º Distrito Naval da Marinha do Brasil, São Luís/MA (1994); Medalha Comemorativa do Bicentenário de Manuel Odorico Mendes, da Academia Maranhense de Letras, (1999); Cidadão Honorário de São Luís, (2002); Medalha Simão Estácio da Silveira, da Câmara de Vereadores de São Luís, (2002); Medalha Sotero dos Reis, da Academia Maranhense de Letras, (2006); Medalha Comemorativa do Centenário da Academia Maranhense de Letras, (2008); Medalha de Mérito Militar Brigadeiro Falcão, da Polícia Militar do Maranhão, (2009); Medalha Antenor Bogéa, da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional do Maranhão (2010); Palmas Universitárias, da Universidade Federal do Maranhão (2010), Cidadão Honorário Maranhense,(2010), Medalha Zozias Almeida Silva, da Associação dos Professores da UEMA (2010), Medalha Gomes de Sousa de Mérito Universitário, outorgada pela Universidade Estadual do Maranhão (2011). Recebeu, do Governo do Maranhão no IV Centenário de São Luís a Medalha de Comendador da Ordem dos Timbiras (2012). O Professor Marialva Mont’Alverne, no decorrer de sua vida profissional, apresenta-nos hoje um currículo exuberante e fastuoso em termos de produção literária e científica, situando-se no pináculo desta Academia, haja vista ser membro imortal da Academia Maranhense de Letras (AML), ocupando a Cadeira nº 29, que tem como patrono Filipe Franco de Sá.

O nobre confrade nos prestigia com suas obras literárias, a exemplo de: O Ariel do porto do Itaqui (1976); Sousândrade: o último périplo (1977); Entre o timbira e o pastor serrano (1978); Desde a Ribeira até a ilha (1979); Um caminho luminoso, 50 anos de Rotary Clube de São Luís (1981); Memorial da saudade (1982); Diversos estudos publicados nas Revistas das Academias Cearense e Maranhense de Letras, da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção do Maranhão e do Instituto do Ceará. Vale ressaltar que o Professor Marialva Mont’Alverne foi um colaborador provecto junto à Academia de Polícia Militar Gonçalves Dias - APMGD, doando mais 2.000 livros à Biblioteca Coronel Lemos. O Professor Marialva Mont’Alverne teve participação amiúde em bancas de trabalhos de conclusão de curso na Universidade Estadual do Maranhão, destacando-se no curso de Administração e no Curso de Formação de Oficiais PM. Como se observa, o nosso ilustre homenageado ostenta em seu histórico de vida, quase quatro décadas de docência, dezenas de Títulos e Prêmios, 3 outorgados por entidades maranhenses, cearenses e nacionais.

O Professor Marialva MontAlverne ingressa na Academia Maranhense de Ciência, Letras e Artes Militares na condição de Membro perpétuo, ocupando a Cadeira de Número 07, que tem como Patrono o eminente maranhense General de Brigada Augusto Tasso Fragoso. Para tanto, habilitou-se a esta nobre casa em face de sua grande ligação com a PMMA, precisamente com a APMGD além de sua vasta bagagem cultural, detentor de um extraordinário currículo vitae e suas maravilhosas obras literárias. O Professor Marialva é, sem dúvida, pelo aclaramento que se tem à leitura do seu Currículo, uma inteligência luzente e vivaz, fazendo jus ao prestígio a que seu nome alude, como um profissional da educação, onde não deu tréguas às laboriosas atividades de ensino, pesquisa e extensão, as quais se dedicou diuturnamente com afinco.

Creio que a partir de amanhã, o Professor Marialva Mont’Alverne, terá um auspicioso alvorecer de um novo período em sua vida, dado a essa posse que também irá contribuir muito para o engrandecimento da AMCLAM, somado ao irromper de uma coruscante atividade profissional que frutificou em abundância através dos anos, contribuindo com novas e alvissareiras perspectivas para as ciências jurídicas, sociais e militares. Deixemos de enumerar, para não alongar por demais as citações. Seja bem-vindo ao nosso sodalício, Professor Marialva Mont Alverne, manifestando-lhe o regozijo que nos acomete neste ensejo de tê-lo doravante como nosso confrade, valendo-nos da oportunidade para cumprimentar os seus familiares aqui presentes, nas pessoas da sua esposa, Senhora...................................................................................................................., aos filhos ............................................................................................................ e ...................................................................................................,que também prestigiam esta solenidade. Senhoras e Senhores, movido pelo enlevo natural que nos envolve em átimos como estes, quando representantes de vários segmentos da sociedade e comunidades científicas e militares, aqui vêm congregar-se, prestigiando mais um evento da Academia Maranhense de Ciências, Letras e Artes Militares, como um incentivo à cultura e ao desenvolvimento científico e intelectual da sociedade maranhense, lançam um olhar esperançoso no futuro do nosso País, ao ver com que patriotismo essas ilustres pessoas do mundo das ciências, letras e artes engrandecem e soerguem o Maranhão e por que não o Brasil, dando-lhe uma respeitável parcela de credibilidade junto às demais academias da nação brasileira. Muito obrigado pelo prestígio de tê-los aqui presentes. Tenham todos uma boa noite!