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  • Foto do escritor Carlos Alberto da Silva Santos Braga

Quo Vadis - o caminhante | Carlos Braga


Quo Vadis - o caminhante.


O que faz a diferença para um bom entendedor é a capacidade de não se deixar influenciar pelo ambiente externo, de não sofrer a ação da comoção na análise do que se apresenta como uma verdade.


Sucumbir ao desejo desenfreado de tentar antecipar uma resposta, quando, na verdade, a própria pergunta já se apresenta como um argumento de resposta, não nos obriga à formação ou a apresentação de um juízo de valor particular a nós, mas sim os necessários a quem nos provoca.


Despir-se da obrigação de formar uma opinião e de a apresentar como forma de inserção dentro de um grupo ou de uma sociedade é tudo quanto um previdente deve ter como princípio e convicção no trato de uma informação.


Manter-se no caminho e seguir as suas convicções com a certeza de que o futuro é um conjunto de impressões forjadas num passado onde o acúmulo e a compatibilidade das informações permitiram construir um conhecimento mais propício ao entendimento do mundo em que vivemos.


Caminhar como a figura do deus Janus, com uma face voltada para o passado e com a outra a descortinar os saberes que se apresentam à nossa frente e a partir de uma nova seara que exige de nós a correta interpretação daquilo que os nossos olhos percebem no ambiente e que validados pela nossa audição nos permitem o entendimento mais próximo da verdade insofismável.


O caminhante não refuta o caminho e nem se desvia dele, ao contrário, tenta compreender a sua jornada e encontrar nela a essência da sua própria existência. Não a faz simplesmente pela consecução de um objetivo e sim porque sendo parte do caminho, através das próprias marcas no solo, não deixa apenas o seu rastro, mas o conjunto de análises criteriosas dos percalços e das mais favoráveis atitudes a adotar. Em suma, mantenha-se no caminho.



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